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Showing posts from March, 2026

Exposição: Giramundos

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  Quantas histórias podem ser contadas através de um amor?  Visitei a exposição “Bonecos Giramundo”, no Palácio das Artes, e fiquei impressionada ao perceber que, movido por esse sentimento, o grupo foi capaz de produzir mais de 40 espetáculos, dar vida a mais de 1500 bonecos e construir um legado que atravessa 55 anos de história.  As mais de 600 peças pertencentes ao grupo criado por Álvaro Apocalypse nos anos 70, representa com maestria narrativas e culturas diversas. Há referência a alguns contos clássicos europeus, como “Pinóquio” e “A Bela Adormecida”, mas o que se destacou aos meus olhos, foi a valorização do nosso território nacional: representações do congado, indígenas, afrodescendentes e, claro, a identidade mineira.  É interessante olhar com cautela para perceber que cada boneco carrega sua própria essência: a emoção que a peça a que eles pertencem quer transmitir, o estilo, mecanização e expressões únicas. Ainda assim, em todos eles é possível perceber o...

Exposição: A primeira vez que voei foi na pág. 35 - Maré de Matos

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  “Se o tempo não continuasse torceria para que começasse  todo dia recém nascido  engatinhando vocabulários antigos” A exposição “A primeira vez que voei foi na pág. 35”, de Maré de Matos, integra a programação da “Bitita- Festa da Palavra", a qual se dedica à literatura, leitura e encontros da palavra com outras linguagens artísticas.  Na Galeria Mari’stella Tristão, a artista apresenta um conjunto de obras diversas: pinturas em tecidos e telas, bordados e trabalhos audiovisuais; os quais orbitam em torno da palavra mas, sobretudo, das tradições do nosso país, entrelaçando linguagem, imagem e memória. As possíveis interpretações dos elementos em exposição, mesclam reflexões acerca da oralidade brasileira, da colonização/ divisão do nosso território e da imaginação pessoal e coletiva do povo. Uma coisa que pensei muito sobre, foi na subjetividade da interpretação de cada observador das obras. Senti que o propósito de Maré de Matos foi justamente esse: despertar atra...

Resultado colagem sensorial da EAD

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Autocrítica: Desenho feito em aula do livro Keys to Drawing - Bert Dodson

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Durante a aula de fundamentos da arquitetura do dia 19 de março, foi proposto um exercício de observação e ilustração dos nossos próprios pés.  Nessa atividade, busquei me concentrar mais no objeto do que no próprio desenho, direcionando meu olhar aos meus pés cruzados e tentando traduzir suas formas com fidelidade. Experimentei o processo de “desenho às cegas” algumas vezes, o que me ajudou a desenvolver uma percepção mais atenta dos contornos e detalhes da minha referência. Embora eu não tenha tentado repetir o desenho exatamente nas mesmas condições iniciais, acredito que consegui representar com certa precisão as linhas e características observadas. O exercício reforçou a importância da observação e do processo, mais do que a busca pelo resultado perfeito.  

Análise crítica: "olhar"

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  Inspirados nos trabalhos de Isaac Cordal, Slinkachu e Nick Hunt, fomos convidados a observar o mundo ao nosso redor de uma diferente perspectiva: como se fôssemos pequenos seres (quem sabe fadas…). Diante disso, a seguir exponho uma análise sobre o trabalho de fotografia da minha colega de turma Maria Rita, na qual pontuarei algumas observações sobre a terceira imagem desse conjunto.  O trabalho de Maria Rita está coerente com o enunciado proposto, pois conseguiu explorar cores e ângulos para humanizar o espaço, transformando-o em uma escala diferente da habitual.  Ao examinar com mais cautela, é possível supor que a fotografia seja de alguma estrutura metálica. Ainda assim, o enquadramento fechado no detalhe nos provoca a sensação de estarmos diante de uma grande estrutura feita de metal ou concreto, semelhante a uma escadaria atravessada por uma rampa central que conduz a um edifício. A ausência de saturação também contribui para essa ilusão do nosso olhar, já que as ...

Primeiras impressões "Lições de arquitetura"

  Uma das coisas que mais me impressionam na literatura é o quanto um livro pode nos mudar. Minha primeira impressão durante a leitura de trechos do livro “Lições de arquitetura”, de Herman Hertzberger, veio carregada de transformações em várias pré-concepções que o senso comum nos ensina: a respeito do público e privado, espaço e indivíduo, e o papel da arquitetura na sociedade.  Assim, achei interessante como o que pensamos ser espaços de uso comum e espaços de uso restrito, na verdade é “sempre uma questão de coletividade e indivíduo, um em face do outro”. Além disso, a importância dos projetos arquitetônicos oferecerem a possibilidade de expressão pessoal dos usuários de um espaço.

Trabalho Prático "Olhar"

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A P R E S E N T A Ç Ã O

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  Oie! Meu nome é Mariana, mas quase todo mundo me chama de Maré. Tenho 18 anos, sou de Divinópolis-MG, e recentemente me mudei para o centro de BH pra estudar Arquitetura na UFMG. Escolhi esse curso muito cedo, mas nem sempre foi minha primeira opção. Quando era bem pequena, eu queria estudar artes plásticas porque sempre fui apaixonada por criar. Durante a infância, minha diversão era construir os brinquedos e não brincar. Acho que isso ainda permanece em mim. Faço de tudo um pouco: desenho, design digital, praticamente qualquer trabalho manual (crochê, bordado, costura, biscuit…). Também sou poeta, já recebi uma moção da Câmara Municipal por isso, publiquei textos em jornais e fundei uma sociedade de escritores, com a qual lançamos um livro no ano passado. Além disso, sou musicista e videomaker de uma banda de rock, tenho um podcast no Spotify, me formei no ensino médio integrado ao técnico em Produção de Moda no CEFET-MG e amo os meus amigos haha. Costumo dizer que nasci em ber...

Fotografias EAD

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Planta EAD

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