Análise crítica: "olhar"

 Inspirados nos trabalhos de Isaac Cordal, Slinkachu e Nick Hunt, fomos convidados a observar o mundo ao nosso redor de uma diferente perspectiva: como se fôssemos pequenos seres (quem sabe fadas…). Diante disso, a seguir exponho uma análise sobre o trabalho de fotografia da minha colega de turma Maria Rita, na qual pontuarei algumas observações sobre a terceira imagem desse conjunto. 

O trabalho de Maria Rita está coerente com o enunciado proposto, pois conseguiu explorar cores e ângulos para humanizar o espaço, transformando-o em uma escala diferente da habitual. 

Ao examinar com mais cautela, é possível supor que a fotografia seja de alguma estrutura metálica. Ainda assim, o enquadramento fechado no detalhe nos provoca a sensação de estarmos diante de uma grande estrutura feita de metal ou concreto, semelhante a uma escadaria atravessada por uma rampa central que conduz a um edifício. A ausência de saturação também contribui para essa ilusão do nosso olhar, já que as cores, muitas vezes, são fundamentais para compor a nossa percepção dos elementos existentes no mundo.

A iluminação também desempenha um papel importante ao favorecer a profundidade, já que a perspectiva que está mais próxima do observador encontra-se bem iluminada, enquanto a imagem escurece conforme o objeto se distancia, com um alto contraste. Observa-se também uma forma triangular em composição, na qual as linhas paralelas da suposta “rampa”, parecem quase convergir num ponto superior ao centro da imagem, que acaba se tornando nosso ponto focal. 

Contudo, seria interessante ajustar levemente o ângulo que a foto foi tirada, para centralizar mais a rampa e reforçar a simetria da disposição. Além disso, um plano mais fechado evitaria a faixa branca aparente na parte inferior da imagem, que talvez seja uma fragilidade da composição.

Por fim, não foi possível identificar com precisão o objeto original fotografado, o que a deixa ainda mais interessante. A imagem cumpre com eficácia a proposta de deslocamento perspectivo porque realmente consegue nos fazer sentir transformados em miniaturas nesse espaço.

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